Mulheres com olhos claros toleram dor e angústia melhor do que as demais, diz estudo

terça-feira, 8 de março de 2016

Foto: Reprodução / WH3 / BN
Um estudo do Centro de Pesquisa da Dor, da Universida de Pittsburgh, nos Estados Unidos, indica que mulheres caucasianas de olhos claros (azuis ou verdes) parecem tolerar a dor e a angústia melhor do que aquelas de olhos castanhos. Além disso, mulheres com essas características sofrem menos de ansiedade depois do parto e têm menores índices de depressão.
 
O trabalho foi realizado com 58 gestantes que deram à luz no Hospital de Mulheres Magee da UPMC, que receberam avaliação da dor, estado de espírito, sono e conduta de enfrentamento antes e depois do parto. De acordo com o El País Brasil, as participantes foram divididas em dois grupos, conforme a cor dos seus olhos: 24 com tons escuros e 34 com tons claros. Segundo o resultado, as primeiras experimentaram mais dor, ansiedade e nível maior de transtornos do sono. As mulheres de olhos claros passaram pela situação com mais felicidade.
 
"Devido ao pequeno tamanho da amostra, não pudemos obter provas conclusivas, mas observamos que nosso estudo revelou padrões que exigem mais estudos. Vamos ver se existe um vínculo entre a cor dos olhos e a dor clínica na segunda fase desse ensaio, tanto em homens como em mulheres, e em diferentes modelos de dor que não sejam só a do parto", reconheceu a principal pesquisadora do estudo, Inna Belfer. A estudiosa insiste que pode haver fenótipos que predizem ou indicam a resposta de uma pessoa a estímulos de dor ou ao tratamento com analgésicos. "A dor humana se correlaciona com múltiplos fatores, como o gênero, a idade e a cor do cabelo. Realmente, os pesquisadores descobriram que o cabelo ruivo está associado a uma resistência maior aos anestésicos e também a um aumento da ansiedade", disse.
 
Concepción Pérez, chefe da Unidade de Dor do Hospital Universitário da Princesa e porta-voz da Sociedade Espanhola de Dor, destacou que, apesar de estes estudos serem preliminares, podem indicar a probabilidade de causas genéticas relacionadas à percepção da dor. "Aprofundar esse assunto poderia ser muito útil no futuro, porque nos ajudaria a predizer que pessoas vão precisar de mais analgésicos", completou. (Nota do BN)

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