Saúde: 'Mulheres que têm parceiro único enxergam o HIV distante da vida delas', avalia especialista

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Comumente associada apenas a grupos de risco, a incidência de HIV entre mulheres tem sido motivo de preocupação para profissionais de saúde. De acordo com a enfermeira Shirley Coelho, do Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa em Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV e Hepatites Virais, é necessário alertar mulheres sobre os riscos, principalmente aquelas que mantêm um parceiro fixo há bastante tempo. "Muitas mulheres acham que, por terem parceiros fixos há muitos anos, não estão expostas ao vírus.

 Elas acham que aquele parceiro, que está saudável e assintomático, não tem o vírus, já que não manifesta nada. Elas desconhecem muitas vezes que esse vírus pode levar até 14 anos para se manifestar como doença, a Aids", afirmou ao Bahia Notícias. De acordo com dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), 37% (10.166) dos casos registrados no estado são do sexo feminino. Deste total, 86,7% foram infectadas por via sexual, em relações heterossexuais.

 Para Shirley, as mulheres ainda devem ter um cuidado redobrado, já que são mais expostas ao HIV do que o homem em uma relação heterossexual. "Nas relações passivas, ou seja, receptivas, seja homo ou heterossexual, a pessoa é mais exposta. Para o vírus penetrar no corpo humano, é necessário lesão, ele não penetra em pele íntegra", explicou. "No ato sexual, a mulher normalmente tem lacerações. Estatisticamente, a gente diz que uma mulher em um único ato sem proteção já pode adquirir o HIV. 

O homem pode ter uma média de dez relações e não adquirir, mas isso não é regra". Envolvida com palestras de conscientização a mulheres, a profissional afirmou ainda que o fator psicológico é extremamente impactante para essas mulheres. "Isso passa por vários níveis da vida, desde uma relação de confiança à questão de não ter essa informação. A gente vê muito impacto na vida conjugal, devido a essa relação extraconjugal. 

A gente também vê na prática que muitas mulheres aceitam passivamente por uma dependência afetiva ou financeira ou até mesmo por violência", disse ao ressaltar que o mais importante, seja para homens ou mulheres, é a prevenção e testagem de rotina. (Nota do BN)

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