Pesquisa aponta que gestantes devem ser testadas mais de uma vez para Zika

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Testes moleculares para detecção do vírus Zika têm sido usados rotineiramente no pré-natal de gestantes com sintomas da doença. No entanto, um estudo brasileiro sugere que o resultado negativo obtido em um único exame pode não ser suficiente para tranquilizar familiares e médicos. Pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) acompanharam um grupo de gestantes com diagnóstico confirmado de Zika, a partir de testes semanais de urina, durante vários meses. "Em algumas dessas mulheres, a carga viral na urina sumia e depois voltava a aparecer", afirmou Maurício Lacerda Nogueira, professor da Famerp e coordenador da pesquisa, em entrevista à Agência Fapesp. O trabalho incluiu 13 mulheres em diferentes estágios da gestação (de 4 a 38 semanas), atendidas no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Segundo Nogueira, em uma das voluntárias foi possível detectar o vírus na urina por até sete meses. Em cinco mulheres, o resultado voltou a dar positivo para a presença do vírus mesmo após a carga ter zerado em exames anteriores. Em todos os casos, o patógeno desapareceu do organismo logo após o parto. "Esses dados sugerem que, durante a gravidez, o vírus continua se replicando na criança ou na placenta – que servem de reservatório para o patógeno. Porém, a carga viral nos fluidos maternos é intermitente e muito baixa, quase no limiar da detecção", explicou. O ideal, de acordo com o pesquisador, seria repetir o exame pelo menos mais duas vezes, com intervalos não inferiores a uma semana, em casos de resultado negativo. (Nota do BN)

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